Quando falamos de Rambo: Programado para Matar (o título oficial do quarto filme no Brasil), poucos lembram do subtítulo original " To Hell and Back ". Para o público brasileiro, aquele cartaz vermelho-sangue e o olhar vazio de Sylvester Stallone não precisavam de tradução. Precisavam, sim, de voz .
E aqui entra o fenômeno sociolinguístico: .
Isso não é acidente. O público dos anos 2000, ainda ressentido com a violência estatal, imediatamente associou a voz do vilão àqueles generais de gravata preta dos filmes da Globo. A dublagem, sem mudar uma vírgula do roteiro, injetou uma que Stallone nem imaginava. De repente, Rambo não lutava só contra birmaneses; lutava contra a opressão de farda que o brasileiro conhecia bem. O "Efeito Camelo" – Por Que Assistimos Assim Vamos ser honestos: a maioria dos brasileiros não viu Rambo 4 no cinema. Viu em DVD pirata, com legenda em espanhol ou em um arquivo .AVI onde o áudio português estava 0.5 segundo atrasado. Rambo 4 - Dublado Portugues
Enquanto o dublador original americano só precisa soar "durão", o dublador brasileiro precisa o trauma. Ouça novamente a cena em que Rambo diz: "Eu não mudo mais. Se eu mudo, eu morro." Em inglês, é monótono. Em português, há uma quebra na voz – uma hesitação milimétrica que traduz "cagaço" melhor do que qualquer tutorial de atuação. A Violência Fica Mais Real (e Mais Brasileira) Rambo 4 é um filme sobre a guerra civil de Mianmar (Birmânia). Há crianças-soldados, estupros em série e uma metralhadora .50 que transforma corpos em pasta de dente. A classificação indicativa era 18 anos, mas todo moleque de periferia viu esse filme no DVD do camelô.
Esse "glitch" técnico criou uma nostalgia própria. A dublagem atrasada, com a boca de Stallone se movendo depois do som, tornou-se uma estética. E, estranhamente, funcionou. O delay dava a impressão de que Rambo estava pensando antes de falar – algo que o personagem, um veterano com TEPT, faria. Rambo 4 - Dublado Português não é uma tradução. É uma reencarnação . Stallone entregou um múmida de músculos e silêncio; o estúdio brasileiro injetou alma, xingamento e aquela sensação de que, no fundo, Rambo é um brasileiro de 55 anos, cansado, que só quer cuidar das suas cobras no Pantanal. Quando falamos de Rambo: Programado para Matar (o
A resposta veio com (ou, em algumas versões, o saudoso André Belizar ), que assumiu a dublagem de Stallone após a aposentadoria de Nelson Machado. O que poderia ter sido um desastre virou uma aula de timing .
A dublagem brasileira enfrenta um dilema único: como dublar o silêncio? Como traduzir o momento em que Rambo olha para a faca, depois para o missionário, e apenas balança a cabeça? E aqui entra o fenômeno sociolinguístico:
No áudio original, Rambo é estoico. Na dublagem brasileira, durante a sequência final do rio, ele solta um "Vai pro inferno, seu filho da mãe" com uma entonação tão visceral que parece saída de uma briga de trânsito em São Paulo. A dublagem não traduziu o texto; traduziu a . O público brasileiro não quer um herói frio; quer um herói que, antes de explodir um carro, grite o equivalente local a "CHEGA". O Caso da Voz do Vilão (Major Tint) O grande acerto da dublagem BR foi no antagonista. O Major Tint, no original, fala um inglês quebrado com sotaque birmanês. É genérico. Já no dublado português , os estúdios (provavelmente a Herbert Richers ou a Delart) optaram por um tom cínico e aristocrático – um vilão que parece um coronel da ditadura militar brasileira.
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